Para Rayan Lochte ele não mentiu, apenas omitiu. Um Campeão Olímpico precisa saber honrar as suas Medalhas.

No primeiro momento em que ouvi a minha filha dizer: “Que vergonha! Um atleta da natação americana, ganhador da Medalha de Ouro, foi vítima de assalto a mão armada no Rio!!” É óbvio que recebi a notícia com indignação! E a indignação foi ainda maior quando soube que era mentira do atleta. Ele mentiu para escapar de uma possível punição por parte da delegação americana. E como se não fosse suficiente, divulgou na imprensa internacional uma notícia que ele inventou.

Foi uma atitude covarde o que ele fez. Não era apenas uma mentira boba de um jovem inconsequente. Ele e mais três atletas bêbados, vandalizaram um estabelecimento  comercial na cidade sede dos Jogos Olímpicos Rio 2016. Impossível atribuir imaturidade a alguém que parece ter planejado tudo o que fez. Talvez ele tenha acreditado que não haveriam maiores consequências. Que a sua mentira seria aceita e ficaria tudo bem. Pensou que poderia culpar a violência do Rio de Janeiro por ficar na boêmia e chegar fora do horário na Vila Olímpica. A cidade é conhecida por não ser um exemplo de segurança pública para os seus moradores. O atleta calculou que estava acima do bem e do mal. Errou feio com uma cidade que o acolheu tão bem. Esqueceu que a mentira têm pernas curtas e foi desmascarado para o mundo todo.

Medalhas Olímpicas não são  simples prêmios, são honras ao vencedor. É o reconhecimento pela excelência do esforço do atleta e sua equipe técnica. O Ouro Olímpico representa um país e eleva a bandeira do seu povo ao ponto mais alto do pódium nos Jogos Olímpicos. Rayn Lochte não tem só uma Medalha de Ouro, são mais de dez!  Considero que o comportamento desse atleta não representa os Estados Unidos da América. Ele não honrou as homenagens que recebeu do Comitê Olímpico Internacional.

A questão da segurança nos ‪#‎JogosOlimpicos‬ teve tanta prioridade que envolveu inclusive o deslocamento das Forças Armadas do Brasil. O atleta ‪#‎USA ‬‪#‎Lochte‬ brincou com um assunto muito sério para o povo carioca. Nós sabemos o que são os problemas internos de Segurança Pública que vivenciamos em nosso dia a dia. Ele não tinha o direito de fazer o que fez, denegriu a imagem do Brasil, do Rio de Janeiro e da organização ‪#‎Rio2016 ‬na imprensa internacional. O mínimo a fazer é assumir que mentiu e pedir desculpas!! Mas de coração, com verdade e alma. Não dessa forma ‘falsiane’ que ele fez.

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O PEDIDO DE DESCULPA DO ATLETA

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“Quero me desculpar pelo meu comportamento no fim de semana passado – por não ter sido cuidadoso e sincero em como descrevi os eventos daquela manhã e pelo meu papel em tirar o foco dos muitos atletas conquistando seus sonhos e participando da Olimpíada. Eu esperei para compartilhar esses pensamentos até que fosse confirmado que a situação legal fosse encaminhada e ficasse claro que meus colegas de equipe estivessem chegado em casa seguros.

É traumático estar tarde da noite com seus amigos em um país estrangeiro – com uma barreira de idioma – e ter um estranho apontando uma arma para você e pedindo dinheiro para te deixar ir embora, mas independentemente do comportamento de qualquer um naquela noite, eu deveria ter sido muito mais responsável em como eu lidei e por isso sinto muito por meus colegas de equipe, meus fãs, meus companheiros competidores, meus patrocinadores e os anfitriões desse grande evento. Estou muito orgulhoso de representar meu país em uma competição olímpica e esta foi uma situação que poderia e deveria ser evitada. Aceito a responsabilidade por meu papel neste incidente e aprendi algumas lições valiosas.

Sou grato aos meus companheiros do time de natação dos EUA e ao comitê olímpico americano, e agradeço todos os esforços do COI, do Comitê Rio-2016 e as pessoas do Brasil que nos receberam no Rio e trabalharam tão duro para garantirem que esses Jogos Olímpicos promovessem ótimas lembranças para a vida inteira. Muito já foi dito e muitos recursos valiosos foram dedicados ao que aconteceu no último fim de semana, então espero que aproveitemos nosso tempo celebrando as boas histórias e o desempenho desses Jogos e olhemos para frente para celebrar os sucessos futuros.”

Leia mais sobre esse assunto em O Globo

 

 

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O lado bom da vida… — Nossa gratidão a família de #StefanHenze por doar os seus órgãos. O coração do atleta está vivo entre nós. Oremos por sua alma.

A capacidade de saber externar o pensamento em um texto emocionante, carregado de simbolismos e mensagens de conteúdo humanista é um dos atributos da literatura que mais me encanta na alma humana. Obrigado Adriano De Aquino por nos acrescentar com as suas palavras e nos convidar a refletir… Os órgãos do atleta Stefan Henze foram doados por sua família e salvaram quatro vidas. 

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Por Adriano De Aquino em sua página do Facebook:

14067891_10154334515009566_8275578589060630413_o“Medalhas são lindas. Aos vencedores, minha admiração.
Mas, hoje, meus sentimentos transcendem a admiração.
Aos que negam cumprimentar, xingam e achincalham seus antagonistas, alimentando a cultura do ódio, é inútil pedir um minuto de silêncio e consternação.
Mas foi isso que fiz solitariamente diante do gesto da família de Stefan Henze, técnico da equipe alemã de canoagem slalom, ex-atleta e medalhista olímpico que morreu aos 35 anos, vitima de um acidente na Barra da Tijuca. A família de Henze transcendeu todas as honrarias ao autorizar que os órgãos do atleta fiquem no Brasil, onde morreu.
Na noite de ontem os órgãos do Stefan Henze foram retirados no Miguel Couto e encaminhados a vários hospitais do Rio. O coração do atleta foi transportado para o Hospital de Laranjeiras.
Os seres humanos ainda estão entre nós!”

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“Zeus, o deus dos deuses, acolheu em seus braços o atleta Stefan Henze (35) que em vida escalou o Monte Olimpo para receber a medalha merecida.
A consternação e a tristeza se transmutaram em alegria ao saber que o coração do ex-atleta alemão voltou a bater no peito de uma mulher (66) que aguardava há um ano um doador compatível. A operação de cinco horas foi realizada na madrugada desta terça-feira no Instituto Nacional de Cardiologia (INC) de Laranjeiras, na Zona Sul do Rio de Janeiro.
A equipe médica monitora a paciente nas primeiras 72 horas e assegura o êxito do transplante.
Vida. O mais precioso legado.
Legado que a família de Stefan Henze concedeu aos pacientes que aguardam na fila de transplante uma nova e melhor condição de vida.”

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Baia de Guanabara x Olimpíadas #Rio2016

baiadeguanabara_ascom_95Está em foco o problema da sujeira na Baia de Guanabara, devido a próxima Olimpíada.

Triste é que é necessário um evento especial para haver uma atenção e mobilização para um problema que nem deveria ter começado a existir. O Grande Rio teve pelo menos décadas, se não até um século, para se adequar aos requisitos de uma cidade moderna no que concerne ao descarte de seus esgotos.

Mais triste ainda é que mesmo com a pressão externa surgida para o problema, as competentes forças internas não são capazes de resolver o assunto.

Nas vezes que viajamos na Europa observamos como é absolutamente normal todos os veios naturais de água serem limpos, em geral cristalinos. Quer passem por cidades ou pequenas aldeias suas águas são limpas. Considerando a densidade populacional isso é notável para nós e completamente natural, óbvio, para os residentes.

Nas milhares de pequenas cidades e aldeias, não se observa instalações de tratamento de esgoto. Na época de nossas passagens não tínhamos a atenção desperta para esse assunto e deixamos de examiná-lo melhor. Talvez tenham instalações de tratamento mas não as vimos.

Tivemos contato com alguns moradores. Localizados em áreas periféricas com casas em jardins maiores observamos porém o tratamento local conforme mencionamos nos Comentários sobre os “Tigres”. Acreditamos que a solução ali adotada, hoje já estudada e modernizada, poderia ser uma solução muito econômica e bastante fácil de adotar nos assentamentos, sem grandes prédios, nos contornos das cidades. Outra solução de implantação mais expedita poderia ser a de coleta em cisternas e remoção por caminhões tanque. Esse caminho é de rápida implantação ficando a instalação de redes subterrâneas para quando a densidade populacional o exigir.

Esses caminhos não resolveriam o problema da Guanabara, porém o amenizariam bastante e resolveriam de maneira bastante rápida o problema local dos esgotos. Nas áreas razoavelmente planas (Baixada Fluminense) de menor densidade populacional, a solução por “digestão” natural seria também de implantação rápida, econômica e ecológica.

Karlheinz Weichert

(Karlheinz tem 84 anos, é de origem alemã e reside em Niterói. Ele envia semanalmente suas publicações via lista de e-mails.)

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Rezando pela Paz no Rio…

Retornando de um giro rápido entre Portugal e Espanha, chegamos ao Rio, no último final de semana.
E, ainda sob os efeitos do “jet-leg” da viagem, vamos aos poucos, colocando os assuntos em dia, respondendo e-mails e atualizando blogs, etc.
Dentre outras coisas, estamos preparando matérias colhidas na XXVII Convenção do Elos Internacional da Comunidade Lusíada, da qual participamos em Lisboa, para compartilhar com todos.
Com nosso abraço carinhoso, fraterno e sereno.
Paz e Bem!
Labouré Lima
P.S. Não pretendemos, aqui, levantar bandeiras políticas, mas apenas transmitir nossa indignação pela caótica situação, que ameaça o direito de ir e vir, no Rio – cidade que é cartão postal do Brasil no mundo.

Encontramos na caixa postal, o e-mail abaixo, sobre o Fórum da Segurança Pública,  … e bem que ele poderia estar defasado, mas não está! Principalmente, depois do fim de semana violento no Rio de Janeiro, que alimenta as manchetes dos maiores jornais do país e do mundo.  Vemos que o assunto em pauta, lamentávelmente, ainda é a violência… Quando será que vamos virar essa página?

“Felizes, estamos todos, com a escolha da cidade maravilhosa do Rio de Janeiro para sediar os Jogos Olímpicos de 2016…  Mas a verdade, senhores governantes, é que não podemos esperar tanto tempo! Precisamos de ações eficazes! SEGURANÇA JÁ!”

O FÓRUM DA SEGURANÇA PÚBLICA
EDITORIAL
O ESTADO DE S. PAULO
1/9/2009

Há menos de um ano e meio do final do mandato do atual governo, o Ministério da Justiça reuniu em Brasília 3 mil pessoas que discutiram durante quatro dias, distribuídas em cerca de 40 grupos de trabalho, num centro de convenções, o futuro da segurança pública. E o próprio presidente Lula, que já está no poder há seis anos e oito meses, aproveitou a solenidade de abertura do evento para fazer um discurso como se estivesse inaugurando seu primeiro mandato e tivesse uma proposta concreta para essa que é uma das mais problemáticas áreas da máquina estatal.

“É preciso acabar com o jogo de empurra na busca dos culpados pela violência, como se a segurança pública fosse um cachorro que morre de fome porque todo mundo pensa que o outro deu comida e ele não recebe comida de ninguém”, disse o presidente, depois de anunciar que a segurança é “de responsabilidade de todos, coletivamente”, e que ela “não mais será tratada como coisa de segunda categoria, com a aplicação de resto de dinheiro”.

Isso é tudo o que a sociedade brasileira, assustada e revoltada com a nova escalada da criminalidade, queria ouvir. Mas não de um governante que caminha para o final de sua gestão e que, no tempo em que passou no poder, produziu mais discurso e fogo fátuo do que ações concretas. Em matéria de segurança pública, qual é o legado de dois mandatos de Lula, além de retórica?

Anunciada como uma verdadeira redenção do setor, a 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública (Conseg) é uma prova disso. Dos 3 mil participantes, 2.097 tiveram direito a voto – e, pelas contas do Ministério da Justiça, 30% eram vinculados ao governo federal, 30% representavam Estados e municípios e 40% fazem parte da chamada “sociedade civil”, tendo sido indicados após a realização de 1.140 “conferências livres” em 514 cidades, 26 conferências municipais e 27 conferências estaduais, além de conferências pela internet, envolvendo a participação de meio milhão de pessoas.

Ao todo, essas conferências resultaram em 26 “princípios” e 364 “diretrizes” que foram discutidos e votados durante a 1ª Conseg. O encontro começou na última quinta-feira com a arenga presidencial e, organizado nos moldes do Fórum Social Mundial, terminou no domingo, com a aprovação de 10 “princípios” e 40 “diretrizes”. A coordenadora do evento, Regina Miki, chegou a afirmar que ele foi um “marco histórico” destinado a “transformar as propostas de toda a sociedade numa política de Estado, e não mais de governo”.

Pelo que foi discutido e aprovado, contudo, o resultado final é um conjunto de platitudes, palavras de ordem e reivindicações corporativas. A “diretriz” mais votada dá a dimensão do que foi a 1ª Conseg. Ela pede à Câmara dos Deputados e ao Senado que aprovem a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 308, que transforma os agentes penitenciários em agentes policiais. Como se vê, é uma mudança de status funcional – e certamente de remuneração – que está longe de pôr fim à crise da segurança pública. Entre as demais “diretrizes”, também se destacam pelo tom corporativo as que defendem a autonomia dos Corpos de Bombeiros e “um sistema remuneratório unificado, com paridade entre ativos e inativos e aposentadoria especial com proventos integrais para os profissionais da segurança pública”.

Quanto aos “princípios”, eram inevitáveis, num evento como esse, o enviesamento ideológico e o pseudossociologismo. O aumento da violência foi atribuído “aos modelos econômicos que empobreceram a sociedade”. Em nome de uma “cultura de paz”, criticou-se “a criminalização da pobreza, da juventude e dos movimentos sociais” – antiga palavra de ordem do MST. Para a gestão do Sistema Único de Segurança Pública, recomendou-se “gestão democrática”. E, em matéria de política de segurança, afirmou-se que ela deve “ser pautada na intersetorialidade, na transversalidade e na integração sistêmica com políticas sociais”, uma vez que a criminalidade tem “origem multicausal”.

Houve quem tentasse discutir medidas concretas. Mas elas acabaram sendo relegadas para segundo plano nessa geleia geral em que o governo, sempre com os olhos nas eleições de 2010, converteu o tema da segurança pública.

The twitteramigos Daily

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