Festival de Fados do lado de cá do Oceano…

O genial fadista Carlos do Carmo, maior nome do Fado em Portugal e nas comunidades portuguesas pelo mundo afora, depois de Amália Rodrigues, encontra-se no Rio de Janeiro para o ‘Festival de Fados’, neste sábado, 21 de novembro de 2015. A cena cultural carioca recebe este grande encontro da música portuguesa com os seus apreciadores do lado de cá do Oceano.

 

 

GAIVOTA – Carlos do Carmo

Se uma gaivota viesse

Trazer-me o céu de Lisboa

No desenho que fizesse

Nesse céu onde o olhar

É uma asa que não voa

Esmorece e cai no mar

 

Que perfeito coração, no meu peito bateria

Meu amor na tua mão, nessa mão onde cabia

Perfeito o meu coração

 

Se um português marinheiro

Dos sete mares andarilho

Fosse, quem sabe, o primeiro

A contar-me o que inventasse

Se um olhar de novo brilho

Ao meu olhar se enlaçasse

 

Que perfeito coração, no meu peito bateria

Meu amor na tua mão, nessa mão onde cabia

Perfeito o meu coração

 

Se ao dizer adeus à vida

As aves todas do céu

Me dessem na despedida

O teu olhar derradeiro

Esse olhar que era só teu

Amor, que foste o primeiro

 

Que perfeito coração, no meu peito bateria

Meu amor na tua mão, nessa mão onde cabia

Perfeito o meu coração

 

Compositor: Alexandre O’neill e Alain Oulman

 

***

PS. A escolha desta letra faz muito sentido para a minha vida. Ela mexe com as emoções e faz reviver grandes lembranças… Foram 14 anos vividos entre o Brasil e Portugal, onde o amor e as amizades tocaram meu coração para sempre.

 

 

 

 

 

 

 

Tu que navegas ao sabor do vento…

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Uma Vez Que Seja

António Zambujo

Tu que navegas ao sabor do vento
Sem outra rota que o que se deseja
Tu que tens por mapa o firmamento
Vem descobrir-me uma vez que seja

E diz-me das viagens que eu não faço
Dos mundos cintilantes que antevejo
E traz-me mares de mel no teu abraço
Poeira de ouro velho no teu beijo

De ti não espero amarras nem promessas
É livre que te quero neste cais
Até que um dia em mim não amanheças
E te faças ao mar uma vez mais

E mesmo nesta hora de perder-te
Sabendo que a magia se desfez
Terá valido a pena conhecer-te
E deslumbrar-me ao menos uma vez!

O que foi que aconteceu

 

O que foi que aconteceu

Composição : Tozé Brito

Ana Moura

Aconteceu
Eu não estava à tua espera
E tu não me procuravas
Nem sabias quem eu era
Eu estava ali só porque tinha que estar
E tu chegaste porque tinhas que chegar
Olhei para ti
O mundo inteiro parou
Nesse instante a minha vida
A minha vida mudou
Tudo era para ser eterno
E tu para sempre meu
Onde foi que nos perdemos?
O que foi que aconteceu?
Tudo era para ser eterno
E tu para sempre meu
Onde foi que nos perdemos, meu amor?
O que foi que aconteceu?
Aconteceu
Chama-lhe sorte ou azar
Eu não estava à tua espera
E tu voltaste a passar
Nunca senti bater o meu coração
Como senti ao sentir a tua mão
Na tua boca o tempo voltou atrás
E se fui louca
Essa loucura
Essa loucura foi paz
Tudo era para ser eterno
E tu para sempre meu
Onde foi que nos perdemos?
O que foi que aconteceu?
Tudo era para ser eterno
E tu para sempre meu
Onde foi que nos perdemos, meu amor?
O que foi que aconteceu?

Noites de Fado…

Estava a pesquisar vídeos de música portuguesa quando encontrei  esse com a fadista Maria Mendes. Uma amizade boa que aconteceu em 1998 quando estivemos juntas, participando  do congresso anual das Academias do Bacalhau, que estava a transcorrer no mesmo período da Expo Lisboa. Desde então, sempre que possível, nos encontramos para jantar com um bom vinho e também para ouvi-la cantar.

Ela se apresenta nas melhores casas de Fado de Lisboa. Por diversas vezes a ouvi cantar no Senhor Vinho –  um clássico da noite e gastronomia fadista da capital portuguesa. Fundado por Maria da Fé em 1975 o Senhor Vinho é ainda e após mais de três décadas um dos melhores restaurantes/casas de fado de Lisboa. A ementa e o elenco fazem as delicias de quem procurar misturar um bom jantar com um bom fado. –  Outro lugar é o Páteo de Alfama, onde,  – encontramos esta casa de fados num tradicional pátio da Lisboa antiga. Formado pelo átrio do antigo palácio dos condes de Murça, edifício que resistiu ao terramoto de 1755, está também encostado à primeira muralha da cidade – a Cerca Velha, que constitui uma das paredes do Páteo. É neste cenário histórico que se assistem a espectáculos de fado e folclore…

Bem Haja!  Maria Mendes querida!!

Saudade! Um beijo do tamanho do Atlântico, desde Niterói.

 

 

 

The twitteramigos Daily

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