#EncontroseDespedidas #FernandoBrant #MiltonNascimento

“Mande notícias do mundo de lá
Diz quem fica
Me dê um abraço venha me apertar
Tô chegando
Coisa que gosto é poder partir sem ter planos
Melhor ainda é poder voltar quando quero

Todos os dias é um vai-e-vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar

E assim chegar e partir
São só dois lados da mesma viagem
O trem que chega
É o mesmo trem da partida
A hora do encontro é também despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar”

Milton Nascimento e Fernando Brant caminharam como bons amigos na ‘Travessia’ da vida. A parceria que encantou a todos nós, chegou ao fim ontem. O ‘trem da partida’ levou o compositor em sua última viagem. Fernando Brant embarcou na plataforma rumo à ‘vida nova’ na ‘casa do Pai’.  O que nos conforta é a imortalidade da sua obra, pois não faltarão vozes para ecoar suas composições por todos os cantos do Planeta. O Clube da Esquina, Minas Gerais e o Brasil se despedem do compositor Fernando Brant, com muito pesar. Que a sua alma descanse em paz. Amém.

MCE_Fernando-Brant_FT015

Amigo é coisa para se guardar
Debaixo de sete chaves
Dentro do coração
Assim falava a canção que na América ouvi
Mas quem cantava chorou
Ao ver o seu amigo partir

Mas quem ficou, no pensamento voou
Com seu canto que o outro lembrou
E quem voou, no pensamento ficou
Com a lembrança que o outro cantou

Amigo é coisa para se guardar
No lado esquerdo do peito
Mesmo que o tempo e a distância digam “não”
Mesmo esquecendo a canção
O que importa é ouvir
A voz que vem do coração

Pois seja o que vier, venha o que vier
Qualquer dia, amigo, eu volto
A te encontrar
Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar

Anúncios

Pílulas e Pérolas — Concerto para máquina de escrever e Orquestra…

Rapidamente a máquina de escrever ficou para os museus, substituída pelo computador.

As máquinas manuais, que dominaram por cerca de um século, tinham um ruído próprio, que o compositor resolveu utilizar musicalmente.

Por isso o título está certo: temos um concerto e não um conserto.

Agradecemos a MAnW pelo envio desse pequeno filme.

Observamos apenas que com menos palhaçada o efeito provavelmente seria melhor.

Colaboração: texto de Karlheinz Weichert    (11.05.2015)

 Fonte do Vídeo:

ManW concerto para máquina de escrever. Publicado em 23/02/2013. Licença padrão do YouTube.

#AndreRieu e a cantora lírica brasileira #CarmenMonarcha em #Habanera da #Ópera #Carmen de #Bizet e Manhã de Carnaval de #JoãoGilberto ;-)

Para aliviar as preocupações, sofrimentos e sarar as dores da alma, apenas ouça…

Andre Rieu, a Orquestra Sinfonica Jhoann Straus com a cantora lírica brasileira Carmen Monarcha e todo o seu elenco classe A1, em duas interpretações maravilhosas, neste concerto que aconteceu em Sau Paulo, Brasil.

Primeiro ela interpreta Habanera da Ópera Carmen de Georges Bizet (uma das minhas árias favoritas), com um tempero musical perfeito, intercalando um pouco de pimenta e doçura.

E depois vem o desabrochar da sua brejeirice de mulher brasileira em “Manhã de Carnaval”, um clássico do compositor brasileiro João Gilberto.

Edição rara sobre Pixinguinha. Indicada para pesquisadores, estudiosos e colecionadores.

PIXINGUINHA

Esta edição raríssima foi lançada nas comemorações do centenário, em 1997. É recomendada para pesquisadores, estudiosos e colecionadores.

Trechos do livro do jornalista e locutor de rádio Sebastião Campos Braga, que acompanhou a carreira Pixinguinha por mais de vinte anos.

Estávamos em 1971, eu, meu amigo Evaldo Matos, músico e fotógrafo, no Bar Gouveia, da Travessa do Ouvidor, com Pixinguinha, quando o mestre de “Rosa” nos convidou para que fôssemos à sua casa na Rua Pedro Teles (…).
(…) Dois anos antes, tive a honra e o prazer de ver minhas publicações sobre o compositor lidas por ele e aprovadas, pois de todos os artigos que escrevi sobre o músico e mestre, lhe dei cópias.

(…) fomos recebidos como se fôssemos membros da mesma família. Beti e Pixinguinha, com a informalidade de pessoas simples, nos deixaram à vontade. Conversamos animadamente sobre música brasileira, músicos, rádio e assuntos daquela semana. (…) Emoções maiores estariam reservadas para depois, quando Pixinguinha, sentando-se ao “gaveau” afinadíssimo, atacou a introdução da valsa dele e de Cândido (Índio) das Neves, “Páginas de Dor”, aparecendo a Beti cantando com grande sentimento e magistralmente acompanhada pelo seu companheiro.

DEDICATÓRIA PIXINGUINHA

Nota da Editora Labouré Lima: Essa dedicatória no formato de uma pauta musical foi grafada em um guardanapo do Bar Gouveia e estava guardada sob o plástico que cobria a capa de um antigo LP. Na fase preparatória do livro, durante uma reunião editorial realizada na casa do autor, encontramos o mencionado documento “do próprio punho de Pixinguinha para o autor”, entregue no momento em que o genial músico lhe devolveu os originais do livro que acabara de ler. Trata-se do registro de um dos momentos mais emocionantes da minha carreira editorial.

PIXINGUINHA1
É um trabalho despretensioso, embora pesquisado diretamente na fonte original que foi o focalizado, o grande, o imortal músico brasileiro, glória merecida nos seus dias de boêmio não bissexto, mas diuturno, no convívio com dezenas de amigos, e nos seus lazeres do Bar Gouveia, quando na Travessa do Ouvidor…
(…) para músicos fornece subsídios da riqueza melódica do compositor, expondo alguns trechos de obras que podem, depois, ser ampliados e “descobertos” quando a música brasileira voltar a ser amada como o foi há 50, 60 passados…
Sobre o autor Sebastião Campos Braga 

(…) locutor de rádio que iniciou sua carreira em Nova Friburgo, prosseguindo-a em Niterói, no Rio de Janeiro, e em São Paulo (…) conviveu com famosos artistas e compositores como Benedicto Lacerda, Ary Barroso, Pixinguinha, Herivelto Martins (…) apresentou programas ao vivo… [o autor atuou na imprensa escrita e falada na “era do rádio” – N.E.] (…) Em 1969, Sebastião Campos Braga iniciou uma pesquisa biográfica, tomando notas, apontamentos e registros diretamente daquela fonte autêntica que foi o grande Pixinguinha (…). Embora modesto, Pixinguinha não se furtava a colaborar com o pesquisador, às vezes dizendo: “Estou cansado de contar a todos as mesmas histórias…” O jornalista, porém, não desanimava. Queria trazer novos depoimentos, talvez inéditos, e insistia nas indagações…

The twitteramigos Daily

Paperli.PaperWidget.Show({
pid: 'laboure_lima/twitteramigos',
width: 200,
background: '#FB0000'
})

%d blogueiros gostam disto: