RIP FREI ANTÔNIO MOSER ðŸ™ðŸ’”

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 Declaro-me profundamente consternada ao tomar conhecimento dessa triste notícia, no programa do comunicador Roberto Canazio. Quero externar a solidariedade da Edições Muiraquitã e os meus mais sentidos pêsames à toda Comunidade Franciscana e aos meus ex-colegas da Editora VOZES de Petrópolis-RJ. Essa empresa se tornou um marco na história da minha vida. Pois, foi no período em que trabalhei ao lado do amigo e editor-chefe Frei Neylor José Tonin que a vocação para me tornar uma editora de livros sobressaiu e se alicerçou. O Frei MOSER, como era carinhosamente chamado por todos, era um religioso da ordem franciscana, em serviço na função de Presidente da Editora Vozes, era Diretor de Colégio, Professor e Doutor em Teologia, autor de 25 livros, comunicador e palestrante de alto prestígio, um homem de Deus inteiramente dedicado à evangelização. Estamos vivendo um tempo cruel e de violência exacerbada na região metropolitana do Rio de Janeiro, está cada vez mais complicado transitar nas vias públicas. A qualquer momento pode surgir um bandido que depois de um ato de violência gratuita, não leva bens materiais mas rouba à vida de um cidadão de bem. Oremos🙏💔

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TESTEMUNHO PESSOAL por FREI NEYLOR TONIN, OFM

Frei Antônio Moser foi meu colega de seminário e amigo pessoal. Nos passeios, dividíamos as mesmas panelas e frigideiras para fazer pirulitos e bolinhos. Ele era um ano mais novo do que eu. Jogamos muito futebol juntos. Ele, na defesa, e eu, no ataque. No Noviciado, ao trocar de nome, começou a chamar-se LUQUÉSIO. Eu o chamava apenas LUC. Era fisicamente bonito e tinha uma linda voz. Cantava bem. Vibrava em todos os empreendimentos que assumia. Fez, ao menos, 16 igrejas. Atualmente, atuava na VOZES (Presidente), dava aulas no Instituto Franciscano de Teologia (ITF), em Petrópolis, e mantinha um programa semanal na TV Canção Nova. E fazia mais, muito mais. Era Presidente Responsável pela Terra Santa, em Petrópolis, que atendia a 600 crianças. E ainda lhe sobrava tempo para ser pároco na igreja de Santa Clara.
Sua vida, sem dúvida, não foi vazia e inútil. Vai deixar um vazio dificilmente preenchível por uma só outra pessoa. Choro e lamento, profundamente, seu fim trágico. Rezamos agradecendo por sua vida e oferecendo a Deus sua morte. Absurda. Terrível. Inesperada. A vida pode ser de Deus, mas os demônios andam soltos. E armados.É difícil amá-los e perdoá-los.

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Via Frei Neylor José Tonin, OFM. ex-editor da VOZES.

Frei Moser é morto em assalto no Rio

Frei Antônio Moser, frade desta Província da Imaculada Conceição, foi morto a tiros na manhã desta quarta-feira, 9 de março, após ser abordado por assaltantes na Rodovia Washington Luiz, na altura de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O crime aconteceu por volta das 6h10 na pista sentido Rio de Janeiro. Mesmo ferido, o religioso, de 75 anos, ainda conseguiu dirigir o Honda Civic prata até o acostamento. Os bandidos, que estariam de moto, conseguiram fugir. Equipes da Concer foram até o local e chegaram a chamar uma ambulância, mas o homem já estava morto. Agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) isolaram o lugar para a realização da perícia. O caso será investigado pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF).

“Comunicamos com imenso pesar o falecimento de Frei Antônio Moser. Pedimos a todos e todas união e força neste momento inesperado e difícil e que possamos continuar unidos na fé e esperança da ressurreição”, escreveu Frei Volney José Berkenbrock, que dividia com Frei Moser a direção da Vozes.

Frei Moser estava a caminho de São Paulo, onde gravaria o programa “Pelos caminhos da fé” para a Canção Nova. Extremamente ativo, Frei Moser conciliava várias funções, como diretor-presidente da Vozes, professor do ITF, pároco de Santa Clara, membro da Comissão de Bioética da CNBB, coordenador do Comitê de Pesquisa em Ética da UCP, conferencista, coordenador do projeto social Terra Santa e escritor. Para ele, contudo, isso não era problema: “Diria que é muito simples. Descobri que o sacerdote, o teólogo, o empresário não devem fazer nada sozinhos. Devem contar com pessoas certas para os lugares certos. Ou seja, você administra pessoas e não uma máquina. Por exemplo, construí uma paróquia e formei 16 comunidades de fé, sendo que algumas igrejas comportam de 300 a 400 pessoas. Então, como se faz? Montei esta paróquia e apareço lá uma vez ou outra durante a semana, além dos domingos, naturalmente. O padre bom é aquele que dá uma diretriz e deixa o povo trabalhar. Você deve ser uma espécie de ícone, referência, mas não é quem vai fazer tudo. Por exemplo, na Editora Vozes – cito ela porque trabalhamos lá – conseguimos montar uma equipe que funciona com ou sem a presença minha e do Frei Volney Berkenbrock. E muito bem. Agora, no Centro Educacional Terra Santa, o Sr. Reinaldo Cruz, e mais uma equipe administrativa me ajudaram a elaborar todo o projeto e agora vão tocando com ou sem a minha presença. No que se refere aos sócios, todos confrades, iremos fazer umas duas reuniões anuais. O segredo é não querer fazer tudo sozinho, mas encaminhar”, dizia numa entrevista ao nosso site.

Frei Moser, que se doutorou em Teologia, com especialização em Moral, na Academia Alfonsianum – Roma, além de diretor da Vozes, era professor de Teologia Moral e Bioética no Instituto Teológico Franciscano (ITF), em Petrópolis (RJ); pároco da Igreja de Santa Clara de Petrópolis; diretor do Centro Educacional Terra Santa, além de conferencista no Brasil e no exterior. Tem livros traduzidos para outras línguas (Teologia Moral impasses e alternativas; O enigma da esfinge, a sexualidade; Biotecnologia e Bioética: para onde vamos?; Ecologia: desafios éticos). Durante nove anos participou do programa semanal “Em pauta” na Canção Nova.

No ano passado, em outubro, ele foi o único teólogo brasileiro nomeado para o Sínodo da Família. Ainda nos dias 12 e 13 de dezembro, Frei Moser celebrou na sua cidade natal, Gaspar, o jubileu de 50 anos de vida sacerdotal. Oficialmente, Frei Moser completou 50 anos de vida sacerdotal no dia 15 de dezembro.

O momento solene dessas comemorações foi a Celebração Eucarística no domingo, 10 horas. O então pároco Frei Germano Guesser fez a acolhida e apresentou o seu confrade que nasceu no bairro de Gaspar Grande em 29 de agosto de 1939, fruto da união de Elisabeth e Angelo Moser. “Ele vestiu o hábito franciscano em 19 de dezembro de 1959 e foi ordenado sacerdote no dia 15 de dezembro de 1965, portanto ele está celebrando aqui, conosco, 50 anos de sacerdócio”, frisou. “Frei Moser, hoje, é considerado um dos teólogos mais importantes do mundo, podemos dizer assim, tendo em vista que ele foi o único teólogo brasileiro a ser nomeado pelo Papa Francisco para participar do Sínodo da Família, encerrado em outubro último. Ele participou deste importante acontecimento da Igreja atual ao lado de dois cardeais, 4 bispos e quatro leigos do Brasil. Sem dúvida, um dos momentos que marcará, se já não marcou, a sua vida sacerdotal e religiosa”, elogiava Frei Germano.

“Frei Moser é assim: esbanja vitalidade e, para ele, não tem tempo ruim. Tanto que ele é também pároco da Paróquia de Santa Clara, em Petrópolis, que fica próxima do Instituto Teológico e diretor do Centro Educacional Terra Santa, uma entidade assistencial que atende crianças e jovens carentes em Petrópolis. Ainda sobra tempo para ele ser um conferencista no Brasil e no exterior…”, emendou

O ENTERRO SERÁ REALIZADO AMANHÃ, dia 10, pela manhã. Ainda não sei adiantar a hora. Para mais informações: (24) 2242.1939 ou 2243.0942.

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