O Criador em sua pintura estranha

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Soneto Introdutório
Osvaldo Orico

 

Depois de ver os mundos que criara,
Cheios de força, cheios de esplendor,
Deus, em certa manhã formosa e clara,
Não bastando ser Deus, fez-se pintor.

Quis dar à vida outro primor,
E com as tintas que o Éden pintara,
Pôs em quadro de cumes e de cor
A curvatura azul da Guanabara.

É assim, oh!, viandante deslumbrado!,
Que vês, de longe, sobre o Corcovado,
O criador em sua pintura estranha;

E miras rutilante de beleza,
Cristo desabrochar da Natureza,
Como um lírio de luz sobre a montanha

 

Fonte: Soneto Introdutório por Osvaldo Orico
(Tradução Élio Monnerat Solón de Pontes).
Livro: Roteiro Sentimental do Rio de Janeiro
Edições Muiraquitã

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