Do alto dos seus 88 anos Dom Pedro Casaldáliga nunca desistiu da liberdade

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Nossa homenagem e gratidão a Dom Pedro Casaldáliga por tudo que a sua luta representa e por todo seu esforço pela justiça em defesa da causa dos menos favorecidos.

Dom Pedro Casaldáliga, Bispo Emérito de São Félix do Araguaia-MT, completou 88 anos nessa semana. Ele nasceu em Balsareny, província de Barcelona,  no dia 16 de fevereiro de 1928.

Ingressou na Congregação Claretiana (Congregação dos Missionários Filhos do Imaculado Coração de Maria) em 1943, sendo ordenado sacerdote em Montjuïc, Barcelona, no dia 31 de maio de 1952.

Mudou-se para o Brasil em 1968. E foi nomeado administrador apostólico da prelazia de São Félix do Araguaia (Mato Grosso) no dia 27 de abril de 1970.

A Prelazia de São Félix, uma divisão geográfica da Igreja Católica, foi criada em 1969 e abrange 15 municípios: Santa Cruz do Xingu, São José do Xingu, Vila Rica, Santa Terezinha, Luciara, Novo Santo Antônio, Bom Jesus do Araguaia, Confresa, Porto Alegre do Norte, Canabrava do Norte, Serra Nova Dourada, Alto Boa Vista, Ribeirão Cascalheira, Querência e São Félix do Araguaia. Atualmente, conta com uma população estimada em 135 mil habitantes, uma área aproximada de 102 mil quilômetros quadrados e 22 chamadas paróquias.

A atividade pastoral de Dom Pedro Casaldáliga, poeta e autor de várias obras sobre antropologia, sociologia e ecologia, se baseia no lema que adotou:

“Nada possuir, nada carregar, nada pedir, nada calar e, sobretudo, nada matar.”

Em meio às distâncias, Dom Pedro encontrou um povo carente, sofrido, abandonado, à mercê das ameaças dos grandes proprietários criadores de gado. Os pobres do Evangelho, a quem havia escolhido dedicar a sua vida, estavam ali.

“O direito dos povos indígenas são interesses que contestam a política oficial”, diz dom Pedro. “São culturas contrárias ao capitalismo neoliberal e às exigências das empresas de mineração,  das madeireiras. Os povos indígenas reivindicam uma atuação respeitosa e ecológica.”

“Quem fica na floresta um dia, quer escrever uma enciclopédia; quem passa 5 anos, fica em silêncio para perceber o quanto é profunda e complexa a Criação.”

Dom Pedro Casaldáliga diz com a clareza de quem nunca desistiu da liberdade:

“Se olhássemos mais para o Evangelho, a vida seria muito mais simples”.

 

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