Memórias de Finados

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Uma vez, em Portugal, eu e Tomaz, acordamos às cinco da madrugada e partimos rumo ao aeroporto. Na hora do check-in-TAP descobrimos que a partida seria no dia seguinte. Como toda história tem sempre dois lados, nesse caso não foi diferente. O lado frustrante é que a partida nos obrigava a uma série de atividades. Para nós aquilo era rotina, mas não deixava de ser cansativa. A véspera nos ocupava muito. O encerramento da viagem envolvia preparativos como: resolver coisas com os caseiros, guardar o carro na garagem, fechar as malas (hora difícil), ligar para o Hotel Residencial, Restaurante ‘O Fernando’ na Maia-Porto e marcar o pernoite e o jantar. Tomaz era um homem de rotinas. Nunca jantávamos no hotel porque o Arquitecto António Menéres e a sua Maria Amélia, nossos amigos queridos, eram companhias frequentes nesse jantar. Com a saída organizada, era hora de ligar para o taxi e revisar a casa toda, pois só voltaríamos daí a alguns meses. Assim, que deixávamos Viseu para trás, o nosso coração apertava porque sentíamos que uma parte de nós ficava na Quinta do Casal de Vil de Souto, nosso pequeno paraíso. E o carro entrava na estrada IP5 com destino ao hotel, na vizinhança do aeroporto. Essa dica quem nos deu foi a Maria, irmã do Tomaz, ela fazia isso também. Realmente facilitava muito a nossa vida. Antes disso, acordávamos as três da madrugada em Viseu, para evitar o trânsito pesado da parte da manhã, pois o embarque do voo Porto-Lisboa-Rio começava muito cedo. E nesse dia, em vez de nos chatearmos com a frustração do não embarque, fomos brindados com um dia lindo. Ainda no aeroporto, ligamos para Teresa e Zéluis, irmã e cunhado de Tomaz, que moravam em Vila Nova de Gaia. Combinamos de almoçar juntos. Voltamos ao hotel, deixamos a bagagem e ficamos a esperar por eles. O dia estava cheio de luz, o sol brilhava no céu sem nuvens e a temperatura convidava a um bom passeio. Era sábado e fomos almoçar a Ria de Aveiros. Na saída do restaurante, enquanto esperávamos o carro, fiz a foto que ilustra o post. Nenhum de nós poderia imaginar que tal encontro jamais se repetiria. Os três, em um espaço de tempo não muito distante, partiram ao encontro de Deus. Deixo o meu registro de saudade e as orações a esses queridos, que me proporcionaram momentos inesquecíveis em suas companhias.

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