Mix de mãe e contadora de histórias…

Quando as “crianças”, ainda, eram crianças, muitas vezes, eu conversava com o pai delas sobre o futuro… e ele  me recitava um poema de Gibran, pedindo que eu não me preocupasse… tantas vezes ouvi  esse poema, que ele  acabou marcando  meu coração de mãe para sempre.

Dos quatro filhos – foram dois meninos e duas meninas – os meninos, logo cedo se tornaram anjinhos (um com apenas 10 dias e o outro com seis meses de vida). E graças ao bom Deus, chegou o tempo das meninas… tendo um intervalo de três anos entre elas. Recebemos dois ricos  presentes que Papai do Céu abençoou!

Procurei ser aquela mãe sempre dedicada, mas prometi pra mim mesma que não seria a mãe chata que poda os sonhos dos filhos com seu egoismo. Na verdade, a perda dos meninos foi uma fase de amadurecimento. E como a gente aprende no sofrimento! Quanto se cresce no espírito!

Não por acaso, me vem a lembrança uma historinha muito conhecida na internet, sobre o milho de pipoca que antes de se tornar uma flor branca e macia, tem que passar pelo calor do fogo. Sendo que os milhos que não estouram como a flor branca e macia,  acabam no lixo por  inutilidade.

Fiz a minha escolha de viver uma vida útil dedicada a transmitir sabedoria e conhecimento. Isso me fez viver como a “mamãe passarinha” que  abriga os filhotes embaixo das próprias asas, alimentando e dando-lhes amor e segurança, até chegar o dia de poderem bater suas próprias asinhas para desfrutar da liberdade e conhecerem o mundo.

Apesar de algumas dores do fogo da vida… resguardei a sensibilidade e permaneci  com o meu jeito de “mamãe  passarinha” ou  “florzinha de pipoca, linda e macia” sempre com os braços abertos para o aconchego das filhas. E ainda que haja a distância física, elas estão sempre junto de mim. Seus corações batem todos os dias dentro do meu, nos compassos de uma linda música que vibra em alegria e fé no futuro.

Assim, ainda hoje, o poema de Gibran, recitado tantas vezes, pelo papai delas, mesmo depois que ele foi se juntar aos anjinhos, continuou ecoando como uma bandeira, cada vez mais presente na forma de pensar a criação dessas  filhas.

A família estará viva enquanto estiver acesa a chama do  amor e do respeito ao berço em que nascemos. Essa é a linha da raiz que está para a árvore, assim como os laços de sangue para os humanos. É a origem da vida!

Meu querido São José, abençoai todas as famílias e a minha também! Amém!

Paz e Bem pra todos!


“Vossos filhos não são vossos filhos.
São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma.
Vêm através de vós, mas não de vós.
E embora vivam convosco, não vos pertencem.
Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos,
Porque eles têm seus próprios pensamentos.
Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas;
Pois suas almas moram na mansão do amanhã,
Que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho.
Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós,
Porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados.
Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas.
O arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com toda a sua força
Para que suas flechas se projetem, rápidas e para longe.
Que vosso encurvamento na mão do arqueiro seja vossa alegria:
Pois assim como ele ama a flecha que voa,
Ama também o arco que permanece estável.”

( Gibran Khalil Gibran )

4 Comentários (+adicionar seu?)

  1. Labouré Lima
    mar 22, 2010 @ 12:33:32

    Olá Manuel! Muito obrigada pela sensiblidade do comentário que me tocou muito. Abraços😉

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  2. Labouré Lima
    mar 22, 2010 @ 12:30:18

    Meu bichinho você veio ler o post da mamita que bom! Ah filha, estou tão ansiosa que nem gosto muito de pensar… deixa acontecer… falta pouco para o nosso abraço, se Deus quiser! Já fiquei pensando no tempo que não nos vemos, muitas vezes… desde novembro de 2007 que você embarcou pra Nova Zelãndia… e depois quase deu a volta ao mundo! Vem com Deus!

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  3. Manuel Pintor
    mar 21, 2010 @ 02:08:03

    Acabamos por ser milho de pipoca
    Explodindo em flor, sob a dor do fogo.
    Assim é a natureza do amadurecimento.
    Há os que nunca amadurecem,
    Mas não se lhes conhecem bons frutos,
    Nem disso têm cabal entendimento.

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  4. Raquel
    mar 20, 2010 @ 20:56:41

    Oi maezinha, adorei o texto! Nos vemos em breve. Bjs do seu bichinho, Queu

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