Se existo, tal como sou…

placa na casa de Gandhi_India

(na entrada da Casa de Gandhi – Direitos de imagem reservados  – Raquel Almeida Lima Ribeiro)

“Sempre viva querida Mateso!  – “Irmãzinha blogueira d’além mar” –  obrigada por contribuir com  nosso blog,  trazendo suas palavras de prudência e sabedoria.

Optei por ilustrar o post com essa foto – colhida por minha filha Raquel em sua viagem pela Índia – creio que ele – Gandhi – (entre outros bons exemplos humanistas) semeou verdadeiros pensamentos de amor e compreensão sobre a evolução do mundo, que hoje questionamos… “


Olá querida Labouré!
Já me penitenciei pela ausência e o prometido é devido. Cá estou, sobretudo pelo gosto da conversa e da amizade virtual. Dois em um, como se usa por ora, pelo menos nestas bandas do Atlântico.
A religião foi, e é um dos temas que mais me fascina. Sendo católica, apostólica romana com todos os santos sacramentos (à excepção da extra-unção como costumo dizer, a dita cuja que vá esperando, que eu fico bem, obrigada!), mas parêntese à parte, penso que os valores religiosos de hoje estão um pouco como direi, um pouco diluídos. A massa jovem (nós somos extraordinárias hiper-balzaquianas) não tem ou não sente a necessidade dessa comunhão com algo extraordinário.  Sei, e milhares de pessoas como eu, que Deus, ou o que se queira chamar, não é aquela divindade de catecismo, é antes algo excepcional que, pelo menos a mim, me ajuda a ter aquela força e a acreditar, que se existo é por algo, não sou um mero e único produto biológico. Se existo tal como sou, pessoa pensante é por um desígnio.
Os valores, minha querida, só na bolsa. A sociedade porque é materialista não acredita ou não quer porque não tem, a condescendência natural para aquilatar o bem, e superar o mal. O imediatismo, a corrida, o atropelo fazem hoje parte dos valores imorais do nosso mundo.
Naturalmente que muitas concepções não têm sentido hoje em dia, muitas normas revestidas de moral também se casavam com a hipocrisia, é verdade. No entanto, num momento qualquer, algo caiu e tombou de tal forma que se despiu completamente e também ficou nu. Não houve, então, o amor, a paciência de bem revestir. Ficou apenas enrolado numa podre manta de trapos. É este o nosso mundo, mais, o dos nossos vindouros. O nosso não foi bom, mas foi positivo, este não é mau porém é muito injusto!
E por hoje termino, demorei mas…. alonguei-me e, minha querida que viva sempre em nós a fé do amanhã.
Beijinho doce.

por Maria Theresa

http://artmus.blogspot.com/

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6 Comentários (+adicionar seu?)

  1. selma barcellos
    jul 26, 2009 @ 22:37:58

    Grandes Labouré e Mateso! Gostei do que li e me emocionei com os depoimentos verdadeiros.
    Beijos as duas queridas minhas.

    Selma

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  2. mateso
    jul 28, 2009 @ 19:55:42

    Bem… estou assim sem jeito. Sensibilizada.Muito.
    Bj.

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  3. Labouré Lima
    jul 29, 2009 @ 17:41:10

    Queridas Mateso e Selminha, sigo afirmando que gosto das vossas companhias, tanto pela riqueza humanista dos respectivos conteúdos, quanto pela alegria que irradiam… Então, parafraseando meu velho pai, ele, que era um bom poeta e sabia criar prosas espirituosas, certamente, diria assim: “depois que essa trinca se formou, ninguém segura mais!…” Ainda que virtualmente, é uma delícia saber que acompanham de perto! Beijinhos do coração, para ambas.

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  4. Selma Barcellos
    ago 01, 2009 @ 22:07:08

    Labouré, grata pela visita ao tiaselma. Passo para dizer que deixei um comment por lá para você e que, recém-chegada ao twitter, tenho lido seus “pios” , mas não sei se os meus chegam a você. Será que estou errando na engenhoca?

    Beijos.

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  5. mateso
    ago 19, 2009 @ 11:15:39

    pois eu twittei, twittei mas não apareço.. santa ignorância a minha.
    Beijocas

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  6. Labouré Lima
    ago 31, 2009 @ 14:33:21

    Mas como pode ser isso? Se você entrou no Twitter e escreveu, pelo menos na sua página se deve ter acesso aos seus posts. Vamos investigar… se precisar de minha ajuda, estou pronta pra colaborar. Realmente, não ando tendo tempo (veja o abandono desse “pobre” bloguinho), mas para os amigos, tempo a gente sempre cria! Bejinho doce.

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