“…erros que comprometem a vida social e as pretensões profissionais…”
24 mai 2012 1 Comentário
em cultura Tags:língua portuguesa
Mais uma do Trema…
23 mai 2012 Deixe um comentário
em cultura, Humor Tags:língua portuguesa, trema, "Reforma Ortográfica"
Miss Angola
15 set 2011 Deixe um comentário
em artigos de opinião, vida contemporânea Tags:"Língua Portuguesa na ONU", "Miss Angola", "Miss Universo 2011", brasil, língua portuguesa
A negritude da Miss Universo Leila Lopes ficou parecendo o ponto alto da vitória dela e talvez tenha sido para alguns… Contudo, para outros pode ter sido bem diferente disso… Ela é uma mulher linda e cuja essência da sua verdadeira beleza, não parece gravitar em torno dos seus atributos físicos. Na verdade deve estar para além de tudo isso, pois o que se espera dela é que seja um exemplo a ser seguido por outras moças da sua idade. Ou seja, mereceu o título de mais bela do Universo, por ser linda não apenas no seu externo, mas, principalmente pelo seu conteúdo humanitário! Os seus outros pontos fortes estão na associação da sua beleza física, com a autenticidade, a expressão de fé, a garra, a elegância e o antagonismo de uma simplicidade desconcertante! A união dessas características fez brotar o lindo carisma que nos cativou. Nosso mundo está carente de belezas autênticas e saturado de pessoas vazias. A Miss Universo 2011, além da sua missão de representar o ápice da beleza feminina, poderá cativar o mundo através da pureza do seu coração que transcende humanidade. E para encerrar, como se não bastasse o que foi dito, ainda vale ressalvar o fato dela ter sido eleita aqui no Brasil. Onde, as exuberantes construções da arquitetura portuguesa que estão em solo brasileiro, foram erguidas por braços fortes trazidos do continente Africano, a bordo das caravelas do povo irmão português. Povo este, que implantou no Brasil a nossa língua materna, idioma também nativo de Angola. E que, atualmente, está sendo indicado para ocupar o sétimo idioma oficial da ONU. Agora nos cabe sugerir que a Miss Universo 2011, sendo uma falante da língua portuguesa, se interesse em contribuir com esse projeto.
Utilidade Pública – 100 Dicas de Português
20 ago 2011 4 Comentários
em cultura Tags:'100 dicas de português', 'aula de português', língua portuguesa
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Lamento o seu trema não poder continuar fiel…
15 jan 2009 Deixe um comentário
em artigos de opinião, Cultura não faz mal a ninguém, vida contemporânea Tags:língua portuguesa
Olá minha querida Fernanda, quero dar-lhe muitos parabéns por seus “Substantivos e Artigos”. Uma delícia de ler! Adoro textos inteligentes e com criatividade literária. Ah! Só mais uma coisinha, queria dizer que lamento o seu trema não poder continuar fiel à língua portuguesa, confesso que, eu também, já estava acostumadinha com esses dois, sempre um ao lado do outro…
Labouré Lima
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Substantivos e Artigos
Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador.
Um substantivo masculino, com aspecto plural e alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. O artigo, era bem definido, feminino, singular. Ela era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingénua, silábica, um pouco átona, um pouco ao contrário dele, que era um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanático por leituras e filmes ortográficos.
O substantivo até gostou daquela situação; os dois, sozinhos, naquele lugar sem ninguém a ver nem ouvir. E sem perder a oportunidade, começou a insinuar-se, a perguntar, conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado e permitiu-lhe esse pequeno índice.
De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro.
Óptimo, pensou o substantivo; mais um bom motivo para provocar alguns sinónimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeçou a movimentar-se. Só que em vez de descer, sobe e pára exactamente no andar do substantivo.
Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela no seu aposento.
Ligou o fonema e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, suave e relaxante. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela.
Ficaram a conversar, sentados num vocativo, quando ele recomeçou a insinuar-se. Ela foi deixando, ele foi usando o seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo.
Todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo directo.
Começaram a aproximar-se, ela tremendo de vocabulário e ele sentindo o seu ditongo crescente. Abraçaram-se, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples, passaria entre os dois.
Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula.
Ele não perdeu o ritmo e sugeriu-lhe que ela lhe soletrasse no seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, pois estava totalmente oxítona às vontades dele e foram para o comum de dois géneros.
Ela, totalmente voz passiva. Ele, completamente voz activa. Entre beijos, carícias, parónimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais.
Ficaram uns minutos nessa próclise e ele, com todo o seu predicativo do objecto, tomava a iniciativa. Estavam assim, na posição de primeira e segunda pessoas do singular.
Ela era um perfeito agente da passiva; ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular.
Nisto a porta abriu-se repentinamente.
Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo e entrou logo a dar conjunções e adjectivos aos dois, os quais se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas.
Mas, ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tónica, ou melhor, subtónica, o verbo auxiliar logo diminuiu os seus advérbios e declarou a sua vontade de se tornar particípio na história. Os dois olharam-se; e viram que isso era preferível, a uma metáfora por todo o edifício.
Que loucura, meu Deus!
Aquilo não era nem comparativo. Era um superlativo absoluto. Foi-se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado aos seus objectos. Foi-se chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo e propondo claramente uma mesóclise-a-trois.
Só que, as condições eram estas:
Enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria no gerúndio do substantivo e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.
O substantivo, vendo que poderia transformar-se num artigo indefinido depois dessa situação e pensando no seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história. Agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, atirou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.
Fernanda Braga da Cruz – Coimbra














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