O ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso falando sobre drogas na TV…

Foto: reprodução

O tema drogas não se resume ao universo político… É um Estado de Direito promover essa discussão nos meios de comunicação social do país. A sociedade tem que se unir em prol de uma Educação coletiva, se quiser avançar nesse sentido e alcançar algum resultado.

O ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso apareceu na TV nesta tarde de domingo, despojadamente, falando sobre a descriminalização das drogas, para milhares de espectadores. Os brasileiros o conhecem como o Presidente que acabou com a inflação no Brasil. E muitos, talvez ainda se lembrem dele como criador da gíria do ‘nhém nhém nhém’. Mas não é só isso. Com respeito a sua formação, ele parece disposto a abraçar essa causa,  servindo a sociedade. Gostem ou não – os cargos eletivos passam e ele continuará sendo um grande sociólogo – um bom pensador! Acredito que sua contribuição seja boa e que pode ajudar na caminhada, com inteligência e sabedoria, fornecendo elementos importantes para o enfrentamento desse tema.

Esse assunto interessa a sociedade como um todo! E não pode estar atrelado a estrelas partidárias, sejam elas quais forem. Quando o interesse da nação estiver em jogo, temos que romper os muros e partir para ofensiva de mãos dadas. Ou nada acontece! Não sendo assim, seremos grupos isolados, pregando no deserto do egoísmo. Sem resultado algum!

É hora de parar de fingir e deixar a hipocrisia de lado: a realidade do mundo das drogas já afetou e continuará afetando muitas famílias. E se alguma providência não for tomada logo, das favelas ao asfalto, vamos ter sérios problemas urbanos – já estamos vendo isso em alguns fatos isolados – mas a tendência é aumentar, se não houver um freio. A própria sociedade está sentindo na pele, o aumento da onda de violência que impõe a todos uma situação limítrofe no direito de ir e vir. Algo que vem privando muitas pessoas do exercício do livre arbítrio. Considerando como mais grave, a evolução das grades imaginárias, criadas a partir da Síndrome do Pânico, que têm encarcerado pessoas frágeis emocionalmente. São vidas indefesas que se tornaram vítimas dessa doença desenvolvida pela insegurança urbana, que se originou da explosão demográfica dos grandes centros.

Ainda cabe um parágrafo, como referência de esperança no futuro, ressalvando o trabalho que vem sendo feito pela Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, na implantação das Unidades de Polícia Pacificadora, para reorganizar as comunidades que se tornaram reféns do poder paralelo. Um projeto arrojado que pode se comparar a uma pedra bruta, a ser lapidada pela experiência através do tempo, até atingir o objetivo primordial.

 

 

convite do livro HOTEL GLÓRIA

A ilustração acima reproduz o convite para o lançamento do livro “Hotel glória -  um tributo à era Tapajós”  de  Maria Clara Tapajós,  prefaciado pelo Presidente do Senado José Sarney e apresentado pelo Presidente Luís Inácio Lula da Silva e o ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso. A idéia de contar a história dos áureos tempos do hotel é muito boa! Não há dúvidas que vai despertar o interesse de leitores e pesquisadores. Realmente, o endereço é nobre e histórias não lhe faltam. Considerando que o hotel vive o limiar de um novo tempo a ser pontificado por outro nome ilustre - Eike Batista – que vem trazer  uma reforma  necessária para o vigor do complexo hoteleiro. Tudo  isso, incluindo o livro, é muito auspicioso! Para usar a palavra certa e que está no auge. O Rio de Janeiro merece!

Essa notícia me empresta um certo ar de nostalgia… Pois, me casei em Niterói e, logo na primeira noite, fui morar na Rua do Russel. Vivemos ali, por 16 anos inesquecíveis. Sentíamos orgulho dos nossos vizinhos: o Glória de um lado e a Editora Bloch do outro, mais tarde veio a Manchete, lugar que até bem pouco tempo, ainda era a minha seção eleitoral. E, ainda tem a Rádio Globo, como outra referência do lugar. Enfim, tenho duas filhas cariocas da Rua do Russel. Elas aprenderam a nadar na baby class da piscina do Glória. Onde jantamos e almoçamos muitas vezes, em ocasiões festivas da nossa família. Bons tempos, que ficarão preservados para sempre, em nossa memória afetiva.

Relembrar tantas coisas significativas, me fez pensar nas muitas histórias que estão no entorno do Hotel Glória… e quantos livros precisariam ser escritos para contá-las.

Sobre o prefaciador e os apresentadores do livro, a escolha não poderia ser outra, levando-se em conta que o hotel era  uma extensão da residência presidencial. E o mais, “prefiro não comentar”… com a excessão dessa parte, todas as outras são benéficas ao sucesso do livro, que deve resgatar muitas recordações boas, para gáudio dos leitores.

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Abelardo Barbosa – Chacrinha – nosso saudoso papa da comunicação tinha razão quando dizia: “Nada se cria, tudo se copia!”  Ré confesso, revelo que inspirei-me para esse post, respondendo matéria semelhante, no blog da querida Selma Barcellos.   http://www.tiaselma.com/

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