Já comemos as castanhas e as rabanadas…

diadereis1

“Já comemos as castanhas, as rabanadas,  os assados e abrimos os presentes.  O Natal se despediu e o Reveillón também! As Boas Festas acabaram com o apagar das luzes Natalinas no Dia dos Santos Reis! O ano velho partiu e deixou a sensação de ter feito um sobrevoo tão rápido por nossas vidas, que provavelmente, muitos não tiveram nem a chance de registrar o que viveram, diante das inúmeras ocupações dos  seus respectivos “campos de batalha”.  Eu mesma, na maior parte do ano, acho que fui um desses… Lembro que há poucos dias  atrás, estávamos nas vésperas do Natal e eu observava o silêncio entre as paredes do escritório, enquanto tentava imaginar onde estavam todos…  certamente, deviam estar nas compras ou nas comemorações! E enfim, entendi que já era hora de ir para casa, esperar o  fim da orgia consumista em que se transformara o Natal, cada vez mais submerso na crise das diferenças sociais, que nesses tempos, ainda se tornam mais acentuadas. É uma lástima, perceber que a humanidade se perdeu dos ideais, entregando-se nas teias ardilosas do capitalismo selvagem, que a tudo devora, principalmente, o bom senso. Creio que  as coisas poderiam ser bem diferentes. Mas a maioria das pessoas nunca fez  uma reflexão sensata sobre os riscos do consumismo desenfreado. Com frequência, a moeda corrente eram os  cartões de crédito, que  entravam em cena,  ali e acolá, numa corrida alegre, todos só pensavam em mimar a família com presentes!  Apesar dos esforços para cumprir o ritual Natalino, às vezes, presentear não é sinonimo de agradar.  Em 2008 , a música “cada um no seu quadrado” surgiu  como revelação da internet e veio bem a calhar para os que se posicionaram no próprio “quadrado”, como eu fiz para exercitar a meditação e as orações que o coração pedia. Depois que a “avalanche” passou,  guardamos as esperanças e os enfeites e renovamos nossos pedidos para que o próximo Natal  nos encontre com saúde! E que esse ano de 2009, não seja tão rápido, como aconteceu com 2008!  Senhor, eu Te peço um pouco mais de tempo para admirar as paisagens e o colorido das asas das borboletas,  e conseguir lembrar de contar as pétalas daquela florzinha que desabrocha preguiçosa na sacada do meu quarto, sempre na primavera. Com um pouco de sorte, talvez eu consiga enxergar  que nem tudo está perdido! E que seja possível, descobrir dentro de mim, um mundo de coisas que eu poderei melhorar para ser verdadeiramente feliz!   Quero deixá-los com o abraço carinhoso, no Amor do Deus-Menino que renasce todos os anos com o mesmo espírito. Ele vem para abrandar a fúria do desamor, da competitividade, da falsidade ideológica, da maledicência, das traições e das atitudes impensadas, que atingem principalmente os corações incautos.  Nessa passagem dos Santos Reis de 2009, venho desejar os melhores sentimentos de Paz & Bem!  Muito obrigada por sua leitura e esse  momento que passamos juntos.”


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