O tempo cuidará de tudo, inclusive de apontar as causas e os culpados!
28 jan 2012 2 Comentários
em artigos de opinião, vida contemporânea Tags:"Desabamento Rio", carioca, Deus, LUTO, respeito, solidariedade
Expressando solidariedade, respeito e pesar por tanto sofrimento.
Do lado de cá da ponte Rio-Niterói, estamos solidários com essa lacuna que se abriu de forma tão avassaladora na vida carioca. O mar que nos separa é o mesmo que nos une em tudo, tanto nas festas como nas lágrimas de dor pungente.
Apesar do tempo decorrido há familiares mergulhados na imensa angústia da espera, acreditando que um milagre possa ainda resgatar sobreviventes… só em Deus!
Nos primeiros instantes correram muitas informações controversas na imprensa. Pelo Twitter muitas pessoas compartilharam informações no desenrolar da tragédia, enveredaram pelo amanhecer e prosseguiram pelo dia afora. A medida em que as horas se distanciavam do impacto da notícia, muitos se recolheram no silêncio da reflexão e oração. O povo carioca que é sempre alegre, mostrou-se hesitante no assunto para não machucar ainda mais a imensa ferida aberta no coração de todos.
Nesse momento, a “cidade maravilhosa” se veste de luto e sofre pelos cidadãos que perderam suas vidas no desabamento da Avenida 13 de Maio. Cada uma das vítimas, ao seu modo, representava um exemplo de dedicação ao trabalho. Senão todos, a maior parte dos que desapareceram em meio aos escombros desse triste evento, estavam naquele local pela mesma razão. Defendiam que trabalho e estudo lhes traria uma vida melhor no futuro.
Por todas as vítimas, as que já foram encontradas e as que ainda estão soterradas, entregamos nossas orações a Deus pedindo Paz e Luz para suas almas.
Para as famílias enlutadas enviamos nosso carinho e conforto espiritual, rogando aos céus infinitas bênçãos de fé, coragem e esperança para que a tristeza que se abate sobre suas vidas seja superada com o tempo. Pois, só ele cuidará de tudo e vai apontar as causas e os culpados.
Sempre orando e pondo a confiança em Deus, pedimos muita Paz para as famílias envolvidas!
Se existo, tal como sou…
23 jul 2009 6 Comentários
em artigos de opinião, Blog Sempreviva, Comportamento, Internet, Religião, vida contemporânea Tags:balzaquianas, blog, Deus, Labouré Lima, massa jovem, Mateso, mundo materialista, Religião, sempreviva, valores morais

(na entrada da Casa de Gandhi – Direitos de imagem reservados – Raquel Almeida Lima Ribeiro)
“Sempre viva querida Mateso! – “Irmãzinha blogueira d’além mar” - obrigada por contribuir com nosso blog, trazendo suas palavras de prudência e sabedoria.
Optei por ilustrar o post com essa foto – colhida por minha filha Raquel em sua viagem pela Índia – creio que ele – Gandhi – (entre outros bons exemplos humanistas) semeou verdadeiros pensamentos de amor e compreensão sobre a evolução do mundo, que hoje questionamos… “
Olá querida Labouré!
Já me penitenciei pela ausência e o prometido é devido. Cá estou, sobretudo pelo gosto da conversa e da amizade virtual. Dois em um, como se usa por ora, pelo menos nestas bandas do Atlântico.
A religião foi, e é um dos temas que mais me fascina. Sendo católica, apostólica romana com todos os santos sacramentos (à excepção da extra-unção como costumo dizer, a dita cuja que vá esperando, que eu fico bem, obrigada!), mas parêntese à parte, penso que os valores religiosos de hoje estão um pouco como direi, um pouco diluídos. A massa jovem (nós somos extraordinárias hiper-balzaquianas) não tem ou não sente a necessidade dessa comunhão com algo extraordinário. Sei, e milhares de pessoas como eu, que Deus, ou o que se queira chamar, não é aquela divindade de catecismo, é antes algo excepcional que, pelo menos a mim, me ajuda a ter aquela força e a acreditar, que se existo é por algo, não sou um mero e único produto biológico. Se existo tal como sou, pessoa pensante é por um desígnio.
Os valores, minha querida, só na bolsa. A sociedade porque é materialista não acredita ou não quer porque não tem, a condescendência natural para aquilatar o bem, e superar o mal. O imediatismo, a corrida, o atropelo fazem hoje parte dos valores imorais do nosso mundo.
Naturalmente que muitas concepções não têm sentido hoje em dia, muitas normas revestidas de moral também se casavam com a hipocrisia, é verdade. No entanto, num momento qualquer, algo caiu e tombou de tal forma que se despiu completamente e também ficou nu. Não houve, então, o amor, a paciência de bem revestir. Ficou apenas enrolado numa podre manta de trapos. É este o nosso mundo, mais, o dos nossos vindouros. O nosso não foi bom, mas foi positivo, este não é mau porém é muito injusto!
E por hoje termino, demorei mas…. alonguei-me e, minha querida que viva sempre em nós a fé do amanhã.
Beijinho doce.











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