Feitiço das Letras

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23 de Outubro é uma data especial para mim… Nesse dia nasceu o homem que me ensinou, desde muito cedo, a gostar da criação literária e da poesia.

Aprendi com ele a me deixar enfeitiçar e afeiçoar pelas propriedades líricas e pelo brilhantismo da capacidade de síntese, que só os bons poetas são capazes.

Ele traçou o caminho que hoje é a minha trilha de vida… Antes de ser a editora que avalia conteúdos de livros, devo confessar que sou uma leitora tão viciada que leio até bula de remédio.

Foi uma grande perda, quando ele ‘partiu para o infinito’. Ás vezes, penso que gostaria de ter experimentado o prazer de ver o brilho das suas retinas, ao saber da vocação profissional que abracei. Não duvido que isso lhe daria imenso gosto. E essa minha escolha profissional, por fim, se tornou um tributo póstumo ao mais querido amigo que já tive em toda minha vida. Acredito que ele nos ‘envia sinais’ para ser lembrado. E isso, na maior parte das vezes, ocorre de alguma forma com livros…

Assim aconteceu mais uma vez, quando avistei a pequena leitora, nessa foto que ilustra o post. Foi essa foto que me levou a escrever, via celular, nas primeiras horas desse dia que seria o seu 101º aniversário. Embarquei na fantasia e me deixei levar ao fantástico túnel do tempo, aonde, visitei por alguns instantes a minha memória afetiva. Senti o prazer da lembrar como era folhear os seus livros, ainda na infância, mesmo antes de aprender a ler… Os momentos mágicos dos nossos ‘encontros entre letras’ ficaram gravados no meu coração para a vida toda.

Sempre apreciei a adorável companhia dele, que nunca deixou de ser o meu fiel conselheiro, principalmente, nas jornadas literárias. Obrigada por tudo, papai 💜

Que o Senhor Deus conceda muita Luz e Paz ao seu espírito. 🙏🙏🙏

23 de Outubro é uma data especial não só para mim, mas para toda nossa família. Esse era o dia do aniversário do meu pai Geraldo Moreira de Almeida Lima, o Fiscal de Rendas que era poeta e assinava as suas criações literárias sob o pseudônimo ‘Chinês’, o motivo da escolha para esse pseudônimo se devia ao fato dele ter os olhos puxados como os dos chineses. Se vivo fosse, ele estaria completando, hoje, 101 anos.

PS. Esse texto foi escrito online e com isso não teve chance de revisão.

Afinal, o Brasil é ou não um país sério? O que você me diz?

Quem se lembra da célebre frase “Le Brésil n’est pas un pays serieux“ – “O Brasil não é um país sério” – popularmente atribuída a Charles de Gaulle mas que ele nunca disse? O fato é que por culpa da imprensa brasileira essa frase “pegou” de tal forma que até hoje ela é atribuída ao ex-presidente francês. Mas quem a proferiu foi o embaixador Alves de Souza Filho durante uma conversa em off com o jornalista Luís Edgar de Andrade, correspondente do Jornal do Brasil em Paris. Arremato com um ponto de reflexão sobre o tema. Afinal, o Brasil é ou não um país sério? A proposta é sugerir uma avaliação criteriosa sobre a atual conjuntura política e a mídia digital. É frequente a manipulação da ‘mídia digital’ para influenciar pessoas a ‘comprar gato por lebre’. Ainda que sejam outros parâmetros, a verdade é que “a maçã não cai muito longe da árvore”. Não é assim? Pensem e tirem suas próprias conclusões… Vou ficar por aqui. E mais não digo.

Um grande abraço a todos.

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Maçã ao vinho é uma delícia de receita e muito fácil de fazer!

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Ingredientes

  • 1 litro de vinho tinto suave
  • 1 1/2 xícara (chá) de açúcar
  • 8 maçãs fuji

Modo de preparo

  • Coloque o vinho e o açúcar em uma panela e leve-a ao fogo brando por 15 minutos.
  • Lave, descasque e retire as sementes da maçã.
  • Corte-as em fatias e adicione ao vinho.
  • Deixe ferver por 15 minutos.
  • Retire do fogo, deixe esfriar e mantenha sob refrigeração.
  • Sirva frio.

Rendimento: 4 porções

Tempo de preparo: 30 minutos
Dificuldade: Fácil

Fonte: Comida e Receitas – http://www.comidaereceitas.com.br/doces-e-sobremesas/maca-ao-vinho.html#ixzz3EdXk2NAN

Só Deus conhece a verdade sobre cada pessoa…

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“Todo mundo que a gente encontra na vida está enfrentando uma batalha que a gente não sabe nada a respeito. Seja gentil…”

Uma mulher vestida de forma simples e com um rosto sofrido, entrou em uma loja. Se aproximou do dono e envergonhada perguntou se poderia levar alguns produtos e pagar depois. Com uma voz suave, ela explicou que seu marido estava muito doente e que não podia trabalhar, que tinham sete filhos e precisavam de alimentos.

O dono da loja, inflexível, pediu para que a mulher fosse embora. Porém, a mulher pensando em sua família continuou implorando: “Por favor senhor, eu pagarei assim que puder”. O dono da loja negou dizendo que não poderia dar crédito para uma pessoa que ele não conhecia.

Perto da entrada da loja estava um cliente que escutou a conversa. O cliente se aproximou e disse ao dono que ele se responsabilizaria pelas compras da mulher, mas ele ignorou.

O dono da loja se virou para mulher e perguntou: “Você tem uma lista de compras?”, ela respondeu “Sim senhor”.

“Está bem, coloque sua lista na balança e o quanto pesar sua lista, eu vou lhe dar em alimentos”, disse ele.

Ela se hesitou por um momento e de cabeça baixa, pegou em sua carteira um pedaço de papel e escreveu sobre ele. Em seguida, com receio, a mulher colocou o papel na balança. Ao fazer isto a balança abaixou de uma vez, como se tivesse colocado uma pedra sobre ela. O dono da loja e o cliente olharam com espanto e admiração. O dono da loja começou a colocar alimentos do outro lado da balança, mas ela nem se mexia, então ele continuou a colocar mais e mais alimentos, mas como a balança nunca se igualava, ele não aguentou e pegou o pedaço de papel para ver se havia algum truque.

O dono da loja olhou o papel e leu com espanto… não era uma lista de compras, era uma oração que dizia: “Querido Deus, o Senhor conhece minhas necessidades, deixo esta situação em suas mãos”.

O dono da loja deu a mulher todos os alimentos que estavam na balança e ficou em silêncio enquanto a mulher saía da loja.

Fonte: Quer Café?

“Amar não é ter, mas fazer as lágrimas virarem rosas por amor ao bem-amado.”

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De Frei Neylor José Tonin um ardoroso franciscano de coração, alma e votos, recomendo essa linda passagem sobre o amor de S. Clara e S. Francisco, contada por ele.

“…esta santa que é a mãe espiritual de todos os franciscanos. Dela disse o primeiro biógrafo de São Francisco, Tomás de Celano: “Foi CLARA de nome, foi mais CLARA por sua vida, foi CLARÍSSIMA por suas virtudes”. Que ela clareie os nossos caminhos e nos dê uma alma franciscana de amor aos pobres e de grande alegria por sermos irmãos de todos. E conto-lhes uma história da vida de SANTA CLARA, um história linda pela pureza de seu amor por SÃO FRANCISCO.

CLARA foi, com suas Irmãs, visitar São Francisco na Igreja de Santa Maria dos Anjos, onde morava o Santo com seus irmãos. Quando anoiteceu, era hora de voltar para o Conventinho de São Damião, onde ela vivia. Era inverno e a paisagem estava coberta de neve. Ela, já com saudades, perguntou a Francisco: “Quando voltaremos a nos ver?”, ao que ele respondeu: “Quando as rosas florirem”. Isso só poderia acontecer na primavera, meses depois. Com saudades, CLARA e as Irmãs foram se afastando. Diz a história que CLARA começou a chorar e de suas lágrimas que caiam na neve, foram aparecendo rosas, muitas rosas. Mas ela foi em frente e a moral da história deixou esta lição de um amor puro e imperecível: “DESDE AQUELE DIA, NUNCA MAIS SE VIRAM, E NUNCA MAIS SE PERDERAM”. Amar não é ter, mas fazer as lágrimas virarem rosas por amor ao bem-amado.” ABRAÇOS.

 

 

Abraça-me!

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Abraça-me, meu pai!

Abraça-me com teus braços grandes!
Aperta-me contra teu peito, fortemente!
Quero me sentir perdido em teus braços,
escutando a batida de teu coração.

Abraça-me!
Sou teu filho e me sinto tão pequeno.
És meu pai e te vejo tão grande.

Abraça-me!
Olho-te com admiração e gosto de ser teu filho.
Tenho teu sangue, tua cara, e o teu jeito de andar, de rir e de ser.

Abraça-me!
Ajuda-me a crescer.
Quero crescer sob teus olhos, acreditando no milagre da vida.
Tu me deste a vida e eu gosto da vida porque gosto de ti.

Abraça-me!
Traça em minha fronte o sinal de amor do Pai do céu.
Cobre-me com a bênção de Deus.
Que eu seja uma bênção para ti, assim como és a bênção dele para mim.

Abraça-me!
Esquece minhas peraltices.
Sou um pouco levado porque tenho muita energia.
Às vezes exagero, eu sei, mas faço o que faço
apenas para chamar mais tua atenção e merecer mais teu carinho.
Me perdoa!
Diante de minhas travessuras, como gosto de teu sorriso cúmplice,
neste teu rosto que nem sabe ficar sério.

Desculpa-me e abraça-me, depois!
Ensina-me que meus defeitos não têm grande importância,
que são tolices próprias de minha idade.

Quero olhar para ti,
sempre encontrando um rosto compreensivo,
uma palavra amiga
e um abraço acolhedor.

Abraça-me, pois!
Chama-me de “meu filho” e deixa-me chamar-te de “meu pai”.
Quando os outros me perguntam quem sou eu,
digo que sou teu filho e que, um dia, quando grande, serei como tu.
Fica pertinho de mim, enquanto faço a lição do colégio.
Depois, convida-me para sair contigo, para passear na praça.
Adoro sentir tua mão sobre meu ombro.
Leva-me para tomar um refrigerante, enquanto tomas tua cerveja,
ou, melhor, vamos ao Maracanã para ver um Fla-Flu.
Quero fazer contigo a festa da vida.

Ah, meu pai, dá-me teu abraço!
Nada mais quero do que senti-lo e saber que tens orgulho de mim,
assim como eu tenho de ti.
Sempre direi a todo mundo que és meu pai,
um homem digno, uma pessoa de caráter e que me sinto feliz em ser teu filho.

Que mais te posso dizer, quando te relembro,
senão obrigado, muito obrigado?
Eu te amo muito!
Que Deus te abençoe sempre e sempre.

E deixa, agora, que te abrace com meus pequenos braços,
com todo o amor de meu enorme coração de filho,
porque, confesso e proclamo, tu, somente tu, és meu pai.

 

por Frei Neylor José Tonin

191 anos da morte de Gonçalves Dias, poeta

Labouré Lima:

Se encontro alguma coisa significativa que me transporta a Portugal, então eu me entrego com a alma cheia de paixão e saudade. Nunca me recuso a fazer essa viagem, e ainda que seja virtual, se der prazer aos sentidos, então vale a pena, sempre vale!!

Postado originalmente em Falando em Literatura...:

 “Gonçalves Dias (Antônio G. D.), poeta, professor, crítico de história, etnólogo, nasceu em Caxias, MA, em 10 de agosto de 1823, e faleceu em naufrágio, no baixio dos Atins, MA, em 3 de novembro de 1864. É o patrono da Cadeira n. 15, por escolha do fundador Olavo Bilac. ” (Fonte: ABL)

Amanhã completará 191 anos do falecimento do poeta romântico Gonçalves dias. Os seus dois poemas mais conhecidos, “A canção do exílio” (1843), poema autobiográfico, ele estudou em Coimbra (Portugal) e contou em forma de versos a saudade do Brasil; e o poema épico “I- Juca- Pirama“, um poema indianista incrível, tanto na forma quanto conteúdo. Graças a Gonçalves Dias e a José de Alencar, principalmente, começou a ser escrita uma literatura genuinamente brasileira no país.

Dias não teve sorte no amor, apaixonou- se por uma menina de 14 anos, mas foi rejeitado pela família da moça por…

Ver original 702 mais palavras

“O difícil não é viver com as pessoas, o difícil é compreendê-las.” #Saramago

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José Saramago dizia coisas interessantes e de um jeito tão simples, tão seu, tão cativante… Lembro de um almoço com ele, no Clube Português de Niterói. Vestia camisa branca com as mangas arregaçadas, e espontaneamente concedeu uma palestra amistosa aos seus patrícios do lado de cá da ponte Rio-Niterói. Era Agosto de 1999, e ele cá estava em nossa cidade a receber o grau de Doutor Honoris Causa, concedido pela Universidade Federal Fluminense, na gestão do Reitor prof. Cícero Fialho Rodrigues. No mesmo dia pude apertar-lhe a mão por duas vezes. E pude observar durante a solenidade oficial na parte da noite, o quanto ele encantou a todos com seu discurso de homem simples e polido, em sua sabedoria. Havia nele uma mistura de docilidade, severidade e genialidade, que me encantava. Assim se expressava na docilidade: “em uma vida que já me surpreende por tão longa, pude ir inventando e fabricando, uma ponte de palavras por onde intento chegar aos meus leitores e onde desejo que os meus leitores me encontrem, com a esperança de que sempre lá esteja, não apenas o autor, mas o homem real, a simples pessoa que sou. Não peço mais do que isto porque é o máximo que peço.” E ao fim, na severidade, nos deixou a pensar… “Escutemos também a esses a quem até o simples chão tem sido negado, os sem terra do Brasil e do mundo. O Direito não ressuscitará se não acordarmos do nosso sono. Não somos nada se continuarmos a tapar os ouvidos ao clamor.” 

Mesmo sendo um ateu, dava mostras de que não era tão convicto: “Não sou um ateu total, todos os dias tento encontrar um sinal de Deus…” Enfim, esperamos que ele possa ter encontrado, não apenas um sinal, mas o abraço amoroso de Deus.

A grandiosidade das coisas simples…

É impressionante como a humanidade anda carente de afeto!

O vídeo é uma pequena mostra do quanto pode ser rica uma vida tão simples.

E o curioso é que essa forma natural de ser nos pareça algo excepcional, uma experiência fantástica, coisa de outro mundo. Para mim, foi isso que tornou essa ideia realmente apaixonante.

Agradeço ao amigo Frei Neylor José Tonin que me deu a oportunidade de conhecer o vídeo.

Vídeo

Delicadezas…

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“Eu gosto de delicadeza.
Seja nos gestos, nas palavras, nas ações, no jeito de olhar, no dia-a-dia e até no que não é dito com palavras, mas fica no ar…”
Manoel Bandeira

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